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A Bolha, Heavy Prog, Brazil

"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, 
chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente.


Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói".
"A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido 
a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda.
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.

Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram 
tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir.

Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, 
chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas.
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.
"César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria.
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" 
por "Renato Ladeira".
Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton".
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo.
O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who".
Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, 
"Leno" lançou o álbum como fora previsto na época.
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato".
Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo.
No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar 
no "Bixo da Sedae para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind".
Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. 
Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades.
Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova
e "Hanói-Hanói", entre outros.
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.
Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê.
Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, 
"The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, 
lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog Espaço Prog.
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.



DISCOGRAFIA:
álbuns de estúdio
1973 - Um Passo à Frente
1977 - É Proibido Fumar
2006 - É Só Curtir
compactos
1966 - Não Vou Cortar o Cabelo ("Break It All") - Por que Sou Tão Feio ("Get Off of My Cloud")
1971 - Sem Nada e 18:30 - Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô
coletâneas
2010 - The Bubbles - Raw and Unreleased
trilhas sonoras
1970 - Salário Mínimo com Get Out of My Land, The Space Flying Horse and Me e Flying on My Rainbow.
2006 - 1972 com É Só Curtir e Sem Nada.
participações
1968 - Márcio Greyck, albúm do cantor Márcio Greyck
1970 - Leno, compacto duplo do cantor Leno
1971 - Gal, compacto duplo da cantora Gal Costa
1974 - Não Pare na Pista, compacto duplo do cantor Raul Seixas
1978 - Pelas Esquinas de Ipanema, álbum do cantor Erasmo Carlos
1995 - Vida e Obra de Johnny McCartney, álbum do cantor Leno



MAIS INFORMAÇÕES:
Wikipedia
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Um Passo à Frente 1973
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.
FAIXAS:
1. Um Passo À Frente (9:08)
2. Razão De Existir (4:37)
3. Bye My Friend (2:57)
4. Epitáfio (6:05)
5. Tempos Constantes (5:36)
6. A Esfera (3:40)
7. Neste Rock Forever (10:02)
Bonus Tracks.
8. Sem Nada (3:46)
9. 18:30 (5:31)
Parte 1: Os Hemadecons Cantavam Em Coro Chóóóóóó
Parte 2-Faixa Extra
Total Time: 51:40

MEMBROS:
- Pedro Lima: guitarra
- Renato Ladeira: guitarra e teclados
Arnaldo Brandão: baixo
Gustavo Schroeter: bateria




É Proibido Fumar 1977
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.
FAIXAS:
1. Deixe Tudo De Lado (4:55)
2. Difícil É Ser Fiel (3:09)
3. É Proibido Fumar (3:28)
4. Estações (4:44)
5. Saia Do Ar (2:38)
6. Consideração (2:45)
7. Torta De Maçã (3:50)
8. Luzes Da Cidade (3:46)
9. Clímax (3:22)
10. Vem Quente Que Eu Estou Fervendo (2:55)
11. Talão De Cheque (4:28) 
Total Time: 40:23

MEMBROS:
- Pedro Lima: guitarra
- Marcelo Sussekind: guitarra
- Roberto Ly: baixo
Sérgio Herval: bateria




É Só Curtir 2006
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.
FAIXAS:
1. É Só Curtir (2:54)
2. Não Sei (4:15)
3. Cinema Olimpia (3:37)
4. Sem Nada (3:36)
5. Sub Entendido (3:07)
6. Não Pare Na Pista (2:48)
7. Matermatéria (4:21)
8. Cecília (3:34)
9. Você Me Acende (You Turn Me On) (3:39)
10. Rosas (3:03)
11. Desligaram Meus Controles (11:42) 
Total Time: 47:13

MEMBROS:
- Pedro Lima: guitarra solo
- Renato Ladeira: guitarra rítmica e teclados
Arnaldo Brandão: baixo
Gustavo Schroeter: bateria




The Bubbles - Raw And Unreleased 2010
Coletânea
"A Bolha" foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome "The Bubbles". Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existiam na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor suas próprias canções e chegaram a gravar dois álbuns, o primeiro em 1973, chamado "Um Passo à Frente" e o segundo em 1977, chamado "É Proibido Fumar". Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum em 2006, chamado "É Só Curtir", para então pararem novamente. Foram importantes no cenário musical brasileiro por tocarem como banda de apoio para "Gal Costa", "Leno", "Márcio Greyck", "Raul Seixas" e 'Erasmo Carlos", além disso, seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como "Bixo da Seda", "Herva Doce", "A Cor do Som", "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói". "A Bolha" foi criada em 1965 pelos irmãos "César Ladeira" e "Renato Ladeira", filhos da atriz argentina "Renata Fronzi" e do radialista paulista "César Ladeira", que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com "Ricardo" no baixo e "Ricardo Reis" na bateria. A participação de "Ricardo" no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. "Lincoln Bittencourt" foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: "Não Vou Cortar o Cabelo", versão de "Break It All" da banda uruguaia "Los Shakers", no lado A e "Por Que Sou Tão Feio", versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos "Rolling Stones", no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda. Em 1968, foram convidados por seu amigo "Márcio Greyck" para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos "Beatles", extraídas do álbum branco, "Ob-La-Di", "Ob-La-Da" e "Honey Pie". Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records, esta coletânea se encontra no download do blog, nela vem gravações raras, e algumas nunca antes lançadas. As músicas foram tiradas de diversas sessões distintas, vale a pena conferir. Ainda em 1968, "César" decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também "Lincoln" e, posteriormente, "Ricardo" deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda "Pedro Lima" na guitarra solo, "Arnaldo Brandão" no baixo e "Johnny" na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, lembrando muito o som de "Cream", "Jimi Hendrix", "Led Zeppelin", "Grand Funk Railroad" e "Black Sabbath", mas ainda assim, continuavam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas. "César Ladeira", que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor "Adhemar Gonzaga", como assistente de direção. "César", então, chama o "The Bubbles" para tocar no filme "Salário Mínimo", de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena, e ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: "Johnny" sai e dá lugar a "Gustavo Schroeter" na bateria. Ainda em 1970, foram convidados por "Jards Macalé" para acompanhar "Gal Costa" em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha o cenário feito por "Hélio Oiticica", contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: "Naná Vasconcelos", "Márcio Montarroyos", "Íon Muniz" e "Zé Carlos". A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada anos depois, como "inesperada" por "Renato Ladeira". Este sucesso renderia um convite para que "Pedro", "Arnaldo" e "Gustavo" acompanhassem "Gal" em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de "Raúl Solnado" gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam "Gal Costa" até Londres para visitar "Caetano Velloso" e "Gilberto Gil" que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. "Gustavo" gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, "Pedro" pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo, dá pra imaginar? assistiram a "The Who", "The Doors", "Sly and the Family Stone", "Ten Years After" (grupo de Alvin Lee), "Chicago", "Jethro Tull" e "Jimi Hendrix". Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam "Rolling Stones" e "Eric Clapton". Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para "Renato" a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo "Gustavo", "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para "A Bolha". Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoio e no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo. O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experienciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que "Renato Ladeira" girava o microfone imitando o "Roger Daltrey" do "Who". Com a fama adquirida no show com "Gal Costa" e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de "Leno". Este produtor era ninguém menos do que "Raul Seixas" que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum "Vida e Obra de Johnny McCartney", que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, "Leno" lançou o álbum como fora previsto na época. Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música "18:30" de "Eduardo Souto Neto" e "Geraldo Carneiro". Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu "Sem Nada" no lado A e ainda "Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô" no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de "Gal Costa", "Gal", em duas músicas: "Zoilógico" e "Vapor Barato". Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançaram seu primeiro álbum, "Um Passo à Frente", pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena, no Brasil de hoje, como naquela época, ainda existem poucos fãs de rock progressivo. No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de "Raul Seixas" com "Não Pare na Pista", "Trem das Sete", "Como Vovó já Dizia" e "Se o Rádio Não Toca", tocando em "Não Pare na Pista" e "Como Vovó já Dizia". Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, "Gustavo Schroeter" foi para o "Veludo" e "Arnaldo Brandão" saiu da banda. Entram "Serginho Herval" na bateria, e "Roberto Ly" no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, "Renato Ladeira" deixa a banda para tocar no "Bixo da Seda" e para o seu lugar é escolhido "Marcelo Sussekind". Em 1977 gravam o seu segundo disco, "É Proibido Fumar" cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da "Jovem Guarda". "Renato Ladeira" participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para "Erasmo Carlos" sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de "Renato Ladeira" nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de "Erasmo", "Pelas Esquinas de Ipanema", que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades. Lembrando que vários componentes da "A Bolha" tocaram com músicos famosos da MPB, como "Caetano Veloso" e "Raul Seixas". Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como "A Cor do Som", "Herva Doce", "Outra Banda da Terra" (que acompanhou Caetano Veloso), "Roupa Nova" e "Hanói-Hanói", entre outros. Em 2004, o diretor "José Emílio Rondeau" convidou "Renato Ladeira" para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum "É Só Curtir", lançado em 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê. Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, "The Bubbles - Raw and Unreleased", lançada pela Groovie Records, lembrando que esta coletânea se encontra no download do blog.
FAIXAS:
1. Não Vou Cortar O Cabelo (Break It All) (Stereo 1966) (2:35)
2. Porque Sou Tão Feio (Get Off My Cloud) (Stereo 1966) (3:21)
3. Trabalhar (For Your Love) (Stereo 1966) (2:21)
4. Ob-La-Di, Ob-La-Da (Stereo 1968) (3:14)
5. Honey Pie (Stereo 1968) (2:10)
6. Get Out Of My Land (Mono 1969) (2:45)
7. The Space Flying Horse And Me (Mono 1969) (2:37)
8. Não Vou Cortar O Cabelo (Break It All) (Mono 1966) (2:35)
9. Porque Sou Tão Feio (Get Out Of My Cloud) (Mono 1966) (3:22)
10. Trabalhar (For Your Love) (Mono 1966) (2:20)
11. Sem Nada (A Bolha 1971) (3:47)
12. Os Hemadecons Cantavam Em Coro Chôôôô (A Bolha 1971) (5:37)
Total Time: 37:18

MEMBROS:
- Pedro Lima: guitarra solo (6, 7, 12, 11)
- Renato Ladeira: guitarra rítmica e teclados (6, 7, 12, 11)
Arnaldo Brandão: baixo (6, 7, 12, 11)
Gustavo Schroeter: bateria (12, 11)
- Johnny: bateria (6, 7)
- César Ladeira: guitarra solo (1 - 5, 8, 9, 10)
- Renato Ladeira: guitarra rítmica e teclados (1 - 5, 8, 9, 10)
- Lincoln Bittencourt: baixo (1 - 5, 8, 9, 10)
- Ricardo Reis: bateria (1 - 5, 8, 9, 10)


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